Em um laboratório, uma única gota de reagente ou até mesmo uma pequena contaminação durante a manipulação de fórmulas pode comprometer todo o experimento. Por isso, a micropipetagem correta é essencial para garantir a qualidade, a reprodutibilidade e a confiabilidade dos resultados.
As micropipetas são instrumentos de alta precisão, utilizadas na medição e transferência de pequenos volumes de líquidos. No entanto, diversos fatores podem interferir diretamente na exatidão das medições, tornando indispensável o conhecimento das boas práticas de micropipetagem.
Principais FatoresQue Afetam a Micropipetagem
Antes de tudo, é importante entender o que pode influenciar os resultados durante o processo. Entre os principais fatores, destacam-se:
- Escolha do equipamento: a qualidade da micropipeta deve ser considerada desde o momento da aquisição, pois impacta diretamente na precisão.
- Ponteiras: responsáveis pela retenção do líquido, podem interferir significativamente no volume dispensado.
- Condições ambientais: temperatura, umidade e pressão atmosférica podem alterar o volume do líquido.
- Características do líquido: viscosidade, volatilidade e densidade precisam ser observadas.
- Habilidade do operador: experiência, técnica e atenção durante o manuseio fazem toda a diferença.
Dessa forma, quanto maior o controle desses fatores, mais confiáveis serão os resultados obtidos.
Manutenção e Calibração: Etapas Indispensáveis
Para evitar erros recorrentes, é fundamental realizar manutenções periódicas e manter a calibração das micropipetas em dia. Nesse sentido, algumas recomendações importantes incluem:
- Realizar a limpeza externa regularmente;
- Quando necessário, fazer a descontaminação e limpeza interna, sempre seguindo as orientações do fabricante;
- Executar testes simples de funcionalidade, como:
- Verificação da expulsão das ponteiras;
- Conferência do controlador de volumes;
- Teste de gotejamento;
- Avaliação do movimento do êmbolo.
Além disso, a calibração é um processo essencial, pois avalia tanto a exatidão (diferença entre o volume selecionado e o dispensado) quanto a precisão (variação entre pipetagens consecutivas).
Por esse motivo, a calibração deve ser realizada por profissionais treinados, em ambientes adequados e com controle das condições ambientais.
Dicas práticas de micropipetagem
A seguir, confira dicas de micropipetagem que ajudam a aumentar a precisão e reduzir falhas no dia a dia do laboratório:
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Profundidade Correta
A profundidade de imersão da ponteira pode alterar até 5% da exatidão:- Pipetas de volumes menores: 1 a 2 mm
- Pipetas de volumes maiores: 3 a 6 mm
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Ângulo Adequado
A ponteira deve ser imersa na posição vertical, com desvio máximo de 20°. -
Ritmo constante
Manter um ritmo consistente entre aspiração e dispensação reduz variações de volume. -
Dispensação completa
Garantir que até a última gota seja dispensada pode aumentar a exatidão em 1% ou mais. -
Pré-rinsagem da ponteira
Como se forma um filme de líquido na parede interna da ponteira, a pré-rinsagem evita erros iniciais. Basta aspirar e dispensar o líquido algumas vezes antes do uso. -
Controle de temperatura
Antes de iniciar o procedimento, certifique-se de que líquidos e equipamentos estejam em temperatura ambiente. -
Padronização da técnica
- Pressione o êmbolo até o primeiro estágio para aspirar;
- Durante a dispensação, pressione novamente até o primeiro estágio;
- Em seguida, pressione até o segundo estágio para eliminar as últimas gotas.
-
Compatibilidade das ponteiras
Utilize ponteiras compatíveis com a micropipeta, preferencialmente recomendadas pelo fabricante, evitando variações nos resultados. -
Pressão e velocidade controladas
Pressione e solte o botão com pressão e velocidade constantes, garantindo maior reprodutibilidade.
Conclusão
Em resumo, seguir essas dicas de micropipetagem é essencial para garantir que a micropipeta esteja apta ao uso, atendendo aos critérios de exatidão e precisão. Assim, além de evitar retrabalho, você assegura resultados mais confiáveis, padronizados e alinhados às boas práticas laboratoriais.
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